Observo atenciosamente cada gesto, um bocado desfocado na eventualidade de um pensamento. Repito a leitura do que me ocorre, já fora do visual com o rasgar de uma acalorada sensação de toque, compenetro-me no tempo extra que dela deslumbro.
Já viajo sob a forma de uma rescisão de contrato do que é real, mergulho na magnitude da imaginação para, sobretudo, apreciar a beleza de cada eco plasmático a roçar e fecundar as muralhas da mente, erigidas pelo automatismo a que o quotidiano nos obriga. A tristeza das verdades só fazem sentido àqueles que só delas vivem, dessas desnutridas verdades que sustentam um mundo, um universo social e cultural.
2 comments:
"A tristeza das verdades só fazem sentido àqueles que só delas vivem" -> genial
E é já tão fácil encontrar os que vivem apenas da "tristeza das verdades ", já nos habituámos a tal.
O mundo deixou já de ser nosso, tudo agora nos é exterior... imposto e tentamos enganar-nos imaginando que ainda conseguimos ser únicos, que ainda sabemos viver puramente. Será que conseguimos? Será que alguma vez o fizémos?
Feliz aquele que nunca pára para se tentar descobrir.
Feliz aquele que sem saber, é o mais triste dos infelizes.
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